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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

IMPEACHMENT DE 64

Em 1964 o regime de governo no Brasil era o parlamentarismo, ou seja, o presidente era apenas figurativo, sem poder, e quem representava o executivo era o primeiro ministro, Janio Quadros, até então, presidente do Brasil eleito com o maior números que de votos ja recebido por um candidato, perdendo somente para Luis Inácio Lula da Silva em 2003.
Janio Quadros teve seu governo desestabilizado e devido a pressões acabou renunciando. Quem assumiu foi o vice João Goulart, tendo como primeiro ministro Tancredo Neves, o avô do senador Aécio Neves. João Goulart e o primeiro ministro Tancredo Neves anunciaram as reformas de base que consistia em medidas econômicas e sociais de caráter nacionalista, uma maior intervenção do Estado na economia e uma aproximação ideológica com as esquerdas. 
Com esse governo estudantes, organizações populares e trabalhadores ganharam espaço no cenário político brasileiro, preocupando as classes conservadoras, como empresários, banqueiros, a Igreja Católica, militares e a classe média.
No dia 31 de março de 1964 militares conduziram Jango e família para o exílio. O golpe foi sustentado pelos militares, com a conivência da câmara dos deputados e apoio dos Estados Unidos.
O povo foi pras ruas contra o golpe e contra perda dos direitos, os militares elegeram a caça aos comunistas, aos subversivos, os inimigos internos, prendiam, torturavam e matavam com sorte os “inimigos internos” eram exilados. Fechou o congresso e passou a governar através de atos institucionais, que foram no total cinco, o mais cruel deles o AI 5 que retirou a liberdade e cravou no seio da sociedade a censura.
Em 2016 a história se repete e novamente a classe média incentivada pelas as elites que mantém o mesmo discurso de 64, pregando o ódio contra a esquerda em geral e mais especificamente ao partido dos trabalhadores. Do alto dos seus apartamentos e condomínios bateram panelas contra várias ações sociais como: Reforma agrária, as escolas técnicas, programas como o FIES, ENEM, PROUNI, Sem Fronteira, bolsa escola, bolsa família, Minha casa minha vida, estabilidade econômica, pagamento da divida externa, mais médico etc.
Sem crime algum e sem prova que sustentasse um Impeachment, uma quadrilha formada por políticos corruptos, pelo ministério público, o judiciário e a mídia com objetivo de retirar do cargo uma presidenta legitimamente eleita com 54,5 milhões de votos.
Este golpe não tem farda, rasgaram a constituição e acabaram com o estado de direito e agora querem empurrar goela abaixo o novo AI 5 personificado na PEC 55.

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